Esses dias fizemos a minha ecografia ecológica, foi um momento gostoso, que o Nino esteve presente e curtindo cada minuto da pintura do irmão. A Adelita, amiga e enfermeira do grupo Parto Luar foi quem fez. Admiro muito o trabalho dela e das outras duas enfermeiras/ parteiras que fazem esse trabalho maravilhoso do parto domiciliar assistido. Conheci as meninas através e uma amiga que pariu em casa com elas, foi um parto lindo e tranquilo. Fazia um tempinho que não encontrava a Adelita e foi muito bom rever, uma tarde deliciosa, energia boa, muitas fotos, conversa de monte, um café gostoso e essa pintura linda que mostra a posição do Theo e aguça ainda mais a curiosidade do Nino.
Um pouquinho desse dia gostoso!!! Gratidão por esse momento mágico.
domingo, 2 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
A mãe suficientemente boa
Vocês já ouviram falar do conceito da mãe suficientemente boa? A Daniella Bauer , amiga e neuropsicóloga escreveu um texto pro Roteiro Baby Curitiba sobre o assunto, e como deixei de escrever o Roteiro por total falta de tempo tenho trazido alguns textos que aprecio e ficaram por lá para dividir com vocês.
Por: Daniella Bauer
Olá!
Hoje vou falar de um conceito da Mae Suficientemente Boa. Ele foi criado pelo pediatra inglês, dr. Donald Winnicott, que estudou durante toda a sua vida o desenvolvimento, a saúde e as doenças da criança. A visão e obra desse médico contribuíram para que pudéssemos compreender a importância da relação mãe e filho; ele foi o primeiro autor a considerar a mãe como construtora ativa da identidade e da personalidade da criança! Só por isso já podemos perceber sua grande sensibilidade e capacidade de observar e compreender o desenvolvimento humano.
O dr. Winnicott nunca disse (nem nenhum autor) que a mãe precisa ser perfeita, maravilhosa, infalível e completa. (De onde tiramos isso??) Isso com certeza prejudicará o desenvolvimento do filho. Ele afirmou que a mãe, para atuar de forma positiva com seu filho, deve ser Suficientemente Boa, ou seja, dar condições para que a criança possa reconhecer sua individualidade e suas capacidades sem interferir no processo natural. Não molda a criança, mas sim, dá espaço para que ela construa seus conceitos e sua experiência.
A Mãe Suficientemente Boa é aquela que consegue ser terna com o filho, ter prazer nos cuidados com ele, mas também tem prazer em outras situações (o marido, o trabalho, os amigos). É aquela que encontra e aceita seus limites.
A mãe suficientemente boa reconhece a própria ambivalência e identifica seu amor e também sua raiva, sem nada fazer a respeito. Apenas a comporta, a tolera. Por isso é suficiente, por isso é boa. Qualidades inseparáveis da submissão aos limites e do reconhecimento dos enganos. Essa mãe reconhece o equívoco como parte essencial à existência humana.
A neurociência hoje nos mostra que a maternidade modifica o funcionamento e a anatomia cerebral da mulher quando gera uma criança. Mulheres que são mães adotivas, assim como homens envolvidos no cuidado de crianças mostram mudanças hormonais e cognitivas após contato intensivo com bebês. Temos áreas do cérebro que, há milhões de anos, nos orientampara a reprodução e o cuidado com a cria. Esses estudos complementam a visão de Winnicott, para compreendermos que uma boa mãe é aquela que vive a maternidade; não se força a ser algo além daquilo que ela já é – a melhor mãe do mundo para seu filho, naturalmente
daniella.bauer@gmail.com
Psicóloga, especialista em Neuropsicologia e Desenvolvimento Humano e mãe do pequeno João Lucas.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Decidido o médico - Agora?!
Esses dias a minha instrutora de Yoga (falei pra vocês que estou fazendo?) me falou o que estava aqui , mas eu não conseguia verbalizar e talvez nem entender, eu falei pra ela que não entendia porque eu permaneci com os dois, afinal eu sabia o que eu quero para o meu parto, e um deles era contrário a maior parte das coisas que eu desejava (como ficar com o Edu o tempo todo, que é um direito) , e o outro sempre disse que faria como eu quero. Ela me respondeu que meu médico ( o antigo) sustentava os meus medos. E é isso, definiu tudo, ele alimenta tudo o que temo, dava suporte para que meus medos continuassem existindo. Era claro isso, mas eu fingia não ver.
E decidi o que já estava decidido.
Agora definido, me sinto tão mais leve, tão mais feliz, e de repente me vejo entrando em uma nova fase, me preparando cada vez mais para um parto legal, como eu quero, com a segurança de que será como deve ser, e não como o médico quer que seja, que será como eu e o meu bebê precisamos.
Leveza. Alívio
terça-feira, 14 de maio de 2013
Muito Além do Peso
Do radicalismo a uma tolerância maior desde sempre cuido muito da alimentação do Nino. ja tive que brigar muito pra não que não fosse dado sorvete aos 6 meses, bolacha recheada com um ano, e todo tipo de besteiras que as pessoas insistem em dar com os mais variados argumentos, desde um coitadinho, vai comer em dobro depois ou até a tentativa de dar escondido. Já me irritei muito com coisas como essa.
Estou mais tranqüila
É muito mais difícil manter hábitos saudáveis quando nem todos os pais de um mesmo meio pensam da mesma forma, e se tem um alimento no meio dos outros mais industrializado o seu filho vai querer aquele também e a medida que ele vai crescendo cada vez mais. Tem a mídia dizendo para o seu filho que o bolo das Superpoderosas ou do Ben 10 é melhor, tem as outras crianças e tem os avós (e família). São inúmeras interferências do convívio diário que te coloca muitas vezes em uma situação complicada, onde se você não dá o que os outros estão comendo é a "radical" a "fora do mundo", mas e que mundo eu quero para o Nino? que base alimentar quero pra ele? Tenho esse direito de "podar"?
Vejo muitos adultos sofrendo com o peso, doenças cardíacas, diabete, obesidade, será que eu tenho direito de cuidar do início para que o Nino tenha menos propensão a essas doenças? Não sou ingênua a ponto de achar que ele fará tudo o que eu quero, mas nessa fase eu ainda consigo controlar e assim será enquanto ainda estiver ao meu alcance.
Mesmo tendo liberado um chocolate ou um doce vez o outra sou taxada de radical muitas vezes, é uma luta ficar tendo que dizer não a cada porcaria que insistem ser boa pro Nino.
Fico fugindo e desviando de comentários sobre o que devo dar ou não, e é super difícil lidar na contramão de um mundo que acha normal dar coca cola na mamadeira, frutas mergulhadas no açúcar, sucos adoçados, salgadinhos, frituras. Difícil dizer não a toda hora.
Para tudo isso e para a certeza de que tenho feito boas escolhas segue o link do filme " Muito Além do Peso" , que mostra a triste realidade das alimentação das crianças, a inversão de valores, o consumo de um monte de porcarias, crianças grandes que não sabem o que é um legume, um vegetal, não sabem o que é uma batata sem ser frita (assustador), mas conhecem Coca Cola. E vou continuar insistindo se for preciso, por bons hábitos alimentares em casa e fora dela. Existem excessõe? Sim, mas a regra é alimentos puros, mais naturais e mais simples, feitos em casa. E as exceções por enquanto são determinadas por mim e mais ninguém, mesmo que isso possa parecer excesso de cuidados. Estou investindo no que acredito.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Mudanças e escolhas

Já falei várias vezes sobre essa decisão aqui. Hoje falo sobre isso no Maternarum, sobre a escolha e como é a rotina baseada na decisão de mudar de trabalho após o nascimento do Nino.
Leia o texto AQUI.
E aproveitando:
UM FELIZ DIA DAS MÃES PARA TODAS!!!! Aproveitem muito o seu dia grudadinhos na cria!!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
80% Loading - Curtindo a gravidez
Há algum tempinho fizemos essa foto, e fui deixando pra postar pra vocês e tinha esquecido, é uma dica legal pra fazer com uma amiga grávida, nos divertimos muito durante a sessão e ainda temos uma recordação pra guardar dessa fase tão gostosa de troca de experiências, longas conversas sobre o parto, expectativa e de amizade.
Eu já estou de 80% nesse momento (estou chutando, não fiz contas nenhuma) e a Pati já teve seu bebê, falei sobre a emoção desse momento esses dias.
Fica aqui esse momento tão legal que passamos juntas, uma tarde de brincadeira e muitas fotos!!!
Eu já estou de 80% nesse momento (estou chutando, não fiz contas nenhuma) e a Pati já teve seu bebê, falei sobre a emoção desse momento esses dias.
Fica aqui esse momento tão legal que passamos juntas, uma tarde de brincadeira e muitas fotos!!!
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UV Studio |
E por falar em foto, nesse sábado a Adelita amiga, enfermeira e parteira do Grupo Luar fez a minha ecografia ecológica (obrigada, obrigada, obrigada!). Minha barriga ficou linda, essa semana posto foto e explico direitinho como é feita. Depois de um tempo desconectada com a gravidez agora tenho curtido cada momento dessa fase.
Uma ótima semana pra todas!!!!
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
A educação proibida
Já falei em outros posts sobre a preocupação que tenho com a educação do Nino, lembro das minhas "decorebas" só pra passar na prova, a maior parte (se não todas) completamente esquecidas.
Me pergunta algo sobre física? Química? Eu sou uma ameba nessas matérias, não lembro absolutamente nada, porém fui boa aluna na escola, tirava boas notas. O que me restou? Um boletim bonito pra guardar.
Fiz um segundo grau profissionalizante de Artes Cênicas, na verdade era Ator o nome do curso, me formei atriz. Na grade curricular, muita história, arte, mitologia, teatro, redação, português. Eu escolhi fazer esse curso, eu gostava dele, logo sinto que aprendi muito mais, porque eu queria aprender aquilo, e não somente para cumprir tabela e passar de ano.
Quando fui procurar uma escola pro Nino, o que eu mais queria era que ele pudesse brincar, pudesse correr, subir em árvores, tivesse atividade lúdicas sem grandes exigências, afinal ele nessa idade precisa brincar e acredito que eles têm um ritmo próprio e deve ser respeitado. Falei sobre essa procura nesse post : O que eu queria na nova escola. Fui ler mais sobre propostas pedagógicas e métodos de trabalho, afinal as escolas se intitulam uma coisa e na realidade trabalham completamente diferente da proposta que dizem seguir. Fui em muitas com uma proposta totalmente incoerente com aquilo que "vendiam"em seus sites.
Penso muito em como deve ser a educação ideal, será que ela existe? Fico analisando a escola do Nino, leio sobre o assunto, converso com algumas mães, pedagogas e penso que o currículo escolar deve ser mudado, melhorado, reavaliado, oras, a maioria das escolas continuam com um modelo arcaico, cheio de "decorebas" e nenhuma ligação entre as matérias.
Nesse final de semana retomei a coragem (o filme é longo!) e fui assistir : A Educação proibida.
Já havia assistido parte desse filme faz um tempo, e abandonei pela correria do dia à dia, acho que foi super proveitoso ver ele inteirinho. Vale a reflexão! Uma nova forma de ver a escola que pode parecer estranho para muitos de nós, que estamos tão envolvidos e já acostumados com os métodos tradicionais, e mesmo que satisfeitos, acho importante conhecer essa realidade.
Não concordo com 100% do que é dito, tenho uma opinião que foi sendo formada durante essa procura por uma escola, por um método adequado e uma forma de levar a vida após a chegada do Nino, mas a educação tradicional está bem longe do que eu acredito ser o melhor.
Cada artigo, cada filme, cada conversa produtiva me fazem pensar mais no que eu quero, considerando o que é possível, para a vida escolar e a vida fora da escola para os meus filhos.
Segue o link com o filme. Vale a pena conhecer mais e formar a sua opinião.
Me pergunta algo sobre física? Química? Eu sou uma ameba nessas matérias, não lembro absolutamente nada, porém fui boa aluna na escola, tirava boas notas. O que me restou? Um boletim bonito pra guardar.
Fiz um segundo grau profissionalizante de Artes Cênicas, na verdade era Ator o nome do curso, me formei atriz. Na grade curricular, muita história, arte, mitologia, teatro, redação, português. Eu escolhi fazer esse curso, eu gostava dele, logo sinto que aprendi muito mais, porque eu queria aprender aquilo, e não somente para cumprir tabela e passar de ano.
Quando fui procurar uma escola pro Nino, o que eu mais queria era que ele pudesse brincar, pudesse correr, subir em árvores, tivesse atividade lúdicas sem grandes exigências, afinal ele nessa idade precisa brincar e acredito que eles têm um ritmo próprio e deve ser respeitado. Falei sobre essa procura nesse post : O que eu queria na nova escola. Fui ler mais sobre propostas pedagógicas e métodos de trabalho, afinal as escolas se intitulam uma coisa e na realidade trabalham completamente diferente da proposta que dizem seguir. Fui em muitas com uma proposta totalmente incoerente com aquilo que "vendiam"em seus sites.
Penso muito em como deve ser a educação ideal, será que ela existe? Fico analisando a escola do Nino, leio sobre o assunto, converso com algumas mães, pedagogas e penso que o currículo escolar deve ser mudado, melhorado, reavaliado, oras, a maioria das escolas continuam com um modelo arcaico, cheio de "decorebas" e nenhuma ligação entre as matérias.
Nesse final de semana retomei a coragem (o filme é longo!) e fui assistir : A Educação proibida.
Já havia assistido parte desse filme faz um tempo, e abandonei pela correria do dia à dia, acho que foi super proveitoso ver ele inteirinho. Vale a reflexão! Uma nova forma de ver a escola que pode parecer estranho para muitos de nós, que estamos tão envolvidos e já acostumados com os métodos tradicionais, e mesmo que satisfeitos, acho importante conhecer essa realidade.
Não concordo com 100% do que é dito, tenho uma opinião que foi sendo formada durante essa procura por uma escola, por um método adequado e uma forma de levar a vida após a chegada do Nino, mas a educação tradicional está bem longe do que eu acredito ser o melhor.
Cada artigo, cada filme, cada conversa produtiva me fazem pensar mais no que eu quero, considerando o que é possível, para a vida escolar e a vida fora da escola para os meus filhos.
Segue o link com o filme. Vale a pena conhecer mais e formar a sua opinião.
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